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Empresas antifrágeis: o mindset da sua empresa está adequado?

Por: Mutant, abril 15, 2021

Empresas antifrágeis são como uma rocha? Inquebráveis, resistentes e robustas? De certo ponto de vista dá até pra dizer que sim, mas, ao final deste post, é provável que você a veja mais como uma pequena folhagem do jardim, não como uma pedra inquebrável.

Qualquer arbusto capaz de se dobrar ao vento renasce depois de cada tempestade, enquanto as grandes árvores, aparentemente muito fortes, quebram se “o sopro” for rápido e constante.

É verdade que, em muitas situações, as chances da grande árvore serão muito maiores, não é? Se a gente olhar bem, não é todos os dias que temporais acontecem. Mas essa introdução foi mesmo pra colocar alguns pontos de interrogação. Eles vão ajudar a entender a lógica e a importância de ser antifrágil.

Até aqui, você já deve ter percebido que o que chamamos de fragilidade tem muitos lados, e isso é algo que gera incertezas. É com essas dúvidas que a gente consegue pensar e criar a antifragilidade. Vamos respondê-las?

O que as empresas antifrágeis têm em comum?

A antifragilidade não é uma sacada descoberta por acaso. O termo surgiu com Nassim Nicholas Taleb, um professor da Universidade de Nova York que é considerado “o cara” da gestão de crise. Muitos o conheceram depois que ele previu a crise de 2008, mas as contribuições do professor vão muito além disso.

O que ele diz é que uma empresa antifrágil aproveita o caos pra melhorar. Diante de uma crise ou um golpe duro, ela é capaz de se reinventar e crescer. E isso é muito diferente de pensar em algo invencível, não é?

Consciência da fragilidade

Desse ponto de vista, toda empresa é vulnerável e não faz sentido pensar em desenvolver a antifragilidade sem ter consciência disso. As empresas antifrágeis fazem planos sabendo que algo que não foi previsto pode acontecer. Pra quem viveu 2020, não é preciso entrar em muitos detalhes pra entender, não é?

O Mundo VUCA é volátil e imprevisível, o que aumenta a necessidade de planejar, pra que o que pode ser controlado fortaleça o negócio e o que não pode seja bem gerenciado. Então os planos devem garantir flexibilidade e alternativas — os planos B, C, D e quantos mais precisar.

Habilidade com desafios

As equipes e a estrutura dessas empresas potencializam as capacidades de superação. Elas são mais ágeis e eficientes quando o assunto é adaptação. Quando a gente fala de estrutura, ela tem tudo a ver com tecnologia, digitalização e automação — a gente vai falar mais disso no último tópico.

Capacidade de antecipar problemas

Lidar com imprevistos não depende apenas de reagir bem a eles, mas de diagnosticar que eles vão acontecer — como o Nassim fez com o caso da crise. As pistas estavam todas no mercado, e ele não foi o único a prever isso, mas a maioria das pessoas foi bastante surpreendida. Os antifrágeis estavam prontos!

Quais os impactos em termos de performance?

A primeira coisa que a gente precisa falar sobre performance é que as empresas antifrágeis não vivem de grandes crises, pois elas não acontecem o tempo todo. A flexibilidade delas combina muito bem com a realidade atual, com a transformação digital e, como já falamos, com o contexto fluido e volátil do Mundo VUCA.

Basicamente, no mercado, a gente pode encontrar empresas frágeis, resistentes e antifrágeis. As primeiras são bastante vulneráveis à desordem. As segundas resistem à queda, mas são pouco flexíveis. Elas têm muita lenha pra queimar, mas só enquanto a lenha não acaba. Já as antifrágeis conseguem se regenerar, adaptar e reinventar o tempo todo.

Consegue perceber o efeito dessa característica na competitividade? Elas performam melhor porque aproveitam mais os recursos, no lugar de precisar investir fortunas na criação de resistências temporárias. Elas dedicam menos tempo construindo muros e mais em fortalecer conexões, inovações e aprendizados.  

O que é preciso pra adotar o mindset antifrágil?

Essa pergunta é muito fácil de responder, mas nada simples de colocar em prática. Por quê? Já notou como o caos nos incomoda? A maioria de nós tem dificuldade de lidar com limitações e imprevistos.

O mindset antifrágil começa com a aceitação da desordem e da possibilidade de erro. É uma filosofia que aceita o perigo e valoriza a capacidade de reverter situações ameaçadoras. Quer exemplos? Pudemos notar vários deles durante a pandemia.

Quantas empresas você conhece que buscaram se adaptar ao novo normal? E, com isso, se tornaram mais úteis para os seus clientes? Veja alguns exemplos:

  • restaurantes transformaram seus garçons em entregadores e passaram a trabalhar com delivery;
  • pequenos mercados passaram a vender pelo WhatsApp;
  • empresas de tecnologia encontraram novos modos de conectar pessoas;
  • até o Congresso votou Leis remotamente;
  • e alguns empreendimentos passaram a trabalhar em regime de home office, fecharam os seus escritórios e nunca mais voltarão ao trabalho presencial.

Elas arriscaram, observaram uma crise com profundos efeitos sociais e econômicos e agiram pra criar soluções para os novos problemas. Essa é a essência do mindset antifrágil: antecipar problemas novos e inovar com soluções ainda melhores.

Também é preciso diferenciar essa visão da oportunista. A empresa antifrágil não existe pra se aproveitar, mas pra resolver e humanizar. Ou seja, ela faz mais do que aproveitar oportunidades geradas pela crise, ela transforma e cria.

Por que apostar em tecnologia é essencial?

A transformação digital nas empresas não cria urgência de mudança apenas porque estão surgindo novas tecnologias. A primeira inovação ocorre na sociedade e os recursos tecnológicos são os meios pra se adaptar a elas.

Nós sempre convivemos com o caos, mas ele nunca esteve tão evidente e jamais se apresentou tão rápido. A velocidade com que as mudanças ocorrem e uma quantidade ainda maior de fatores que influenciam os resultados favorecem imprevistos e tornam tudo mais caótico.

Sem tecnologia, não dá pra entrar no ritmo. A fragilidade fica ainda mais marcante quando assistimos o mercado mudar, a concorrência evoluir e a fila do SAC crescer. Nesse contexto, soluções de automação do atendimento são fundamentais para sair do foco operacional e se jogar na estratégia.

Esse cenário gera urgência em adotar a tecnologia e pelo auxílio de especialistas pra mapear oportunidades, coletar e analisar dados que possibilitem o foco nos resultados positivos. Lembra que comentamos que as empresas antifrágeis são capazes de antecipar cenários? Que agem proativamente? Isso é impossível se ela não tiver dados disponíveis e acessíveis.

Ou seja, até mesmo levantar informações pode aumentar o caos, pois elas são abundantes. Dependemos da tecnologia pra organizá-las e torná-las úteis, fáceis de consultar e confiáveis.  

Pra concluir, pense nas empresas antifrágeis como agentes de transformação, algo que fazem com sensibilidade, suportada por recursos tecnológicos e com gosto por desafios. Elas nunca permanecem muito tempo na “mesma caixa”.

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