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Gamificação + estratégia de marketing: essa conta fecha?

Por: laurosollero, setembro 10, 2020

A nossa resposta é clara: sim! Mas não basta pensar que o manual tá pronto e que todo mundo usa gamificação igual porque ela faz sucesso. É preciso ir fundo pra vencer. E é isso o que você vai fazer agora, mergulhando no nosso guia completo.

Pronto pro play?

Partindo do princípio

Well, well… a popularização da internet e os avanços constantes da tecnologia fizeram surgir um novo perfil de consumidor. Aquele que acumula grande conhecimento sobre os mercados e produtos de seu interesse e não se encanta por qualquer coisa. Mas a gente imagina que não está te contando nenhuma novidade até agora.

Outra coisa que você já sabe bem é que alcançar o customer engagement num mercado tão competitivo é um desafio que muitos estão buscando superar.

É agora que queremos te contar o segredo. Apostar numa interação verdadeira e descontraída é o caminho que vai te dar as respostas esperadas. E a gamificação está entre as técnicas mais promissoras pra garantir ótimos retornos.

Ok, já te mostramos qual é o argumento aqui. E agora você vai continuar com a gente pra entender como essa estratégia vai agregar valor às suas campanhas de comunicação. Se liga nas dicas que preparamos pra te fazer repensar o seu negócio.

Gamificação tem conceito

Basicamente, o conceito de gamificação fala do alinhamento da estratégia de comunicação de uma empresa à dinâmica de jogos. A ideia é formar um ambiente lúdico,com aplicação de elementos de competição, regras e pontuações pra interagir com o público-alvo.

É uma técnica que ganhou popularidade no universo dos games a partir de 2010, mas logo os profissionais de marketing enxergaram um grande potencial pra campanhas. Vamos concordar que é mais fácil gerar motivação e engajamento quando as pessoas são instigadas a realizar certas tarefas em trocas de recompensas. Vai dizer que não?

Sem dúvidas, com a gamificação, a empresa consegue estabelecer contato com a sua audiência sem interrupções e, o melhor, sem ser invasiva. Assim, as ações são mais eficazes.

Além disso, como ela tem ligação direta com a tecnologia e o universo digital, essa é uma abordagem certeira pra se conectar com as gerações mais jovens.

Muito mais que uma estratégia isolada

A gamificação pode ser utilizada em diversas áreas e sua presença se destaca no marketing. Ser criativo pra gerar engajamento e fidelização é uma necessidade, e as redes sociais são ótimos espaços pra desenvolver esse tipo de estratégia.

Pra pequenos e médios negócios, implementar um site ou aplicativo baseado nas técnicas de gamificação é uma peça importante pra captar a audiência desde o primeiro contato.

Mas a tendência é que esse potencial seja expandido a outros setores. Nos recursos humanos, o conceito dos games pode ser aplicado para:

Pode ser, então, aplicado desde os processos de recrutamento e seleção até as avaliações periódicas de desempenho.

A gamificação vem conquistando espaço também nas estratégias pra públicos mais restritos, ou seja, aquelas desenvolvidas pra solucionar problemas específicos. Basta pensar num aplicativo fitness.

Mesmo que a empresa lide com um público mais de nicho, isso não quer dizer que o efeito das campanhas é menor. Pelo contrário! É bem impactante, já que as pessoas desse grupo querem conteúdos de alto valor agregado.

Ainda não conseguiu visualizar como isso funciona na prática? Confira a seguir um exemplo real e bem-sucedido!

A Target te mostra o que é gamificação

O site loysci.com divulgou que a famosa loja norte-americana Target implantou estratégias de marketing experiência focado na venda de brinquedos para as festividades de fim de ano — era uma lista de desejos de Natal.

Funcionou assim: a empresa combinou gamificação e tecnologia pra que as crianças pudessem criar uma lista de desejos interativa. No jogo, que foi desenvolvido em 3D, elas passeavam numa fábrica de brinquedos — Target Toy Factory —, escolhiam seus itens favoritos e os inseria numa lista de desejos que seria enviada diretamente para o Papai Noel. 

A ideia foi garantir que as crianças se divertissem com a escolha dos seus presentes e os pais ou parentes pudessem criar uma lista de opções fácil pra o momento da compra. 

O resultado? A marca de 75 mil downloads logo no início do lançamento do app, com um volume de mais de 100 mil listas de presentes de antes do Natal e um potencial de vendas de US$ 92,3 milhões. Tá achando pouco ou quer mais?

Ok, mas isso é assunto pra o futuro?

O uso de jogos pra envolver consumidores pode ser uma tendência em expansão no cenário empresarial moderno, mas não é a última onda que deve ser surfada por todos que desejam sobreviver à competitividade e mudanças e hábitos do público.

Se você está se perguntando: então, quando surgiu esse conceito? Saiba que a origem da gamificação veio forte com os já clássicos programas de milhagem das companhia aéreas.

Segundo um levantamento da Gartner, ainda em 2020, a gamificação será um mercado de mais de 5 bilhões de dólares no mundo todo. Nesse contexto, 70% das maiores empresas do mundo terão pelo menos uma aplicação que utiliza esse conceito. Foi o que apontou a Facunicamps.

E vem a hora de escolher os jogadores

Bom, antes de implementar qualquer ideia de gamificação na empresa, alguns detalhes precisam ser analisados. Eles farão toda a diferença no sucesso da estratégia e, consequentemente, das vendas.

Sabe por quê? A aplicação desse conceito tem por objetivo solucionar problemas que estão impedindo a obtenção da melhor performance na comercialização de produtos ou serviços.

Seu trabalho aqui é investigar questões como:

  • total de vendas mensais
  • engajamento dos clientes com os conteúdos
  • taxa de queda nas vendas mensais
  • percentual de clientes que buscam a marca por conta própria
  • número de pessoas que retornam após a primeira compra

Além disso, recrute a sua equipe de vendas e faça uma busca minuciosa nos arquivos de contratos e notas de vendas realizadas pra responder cada um dos tópicos acima.

Na sequência, acompanhe os fatores essenciais pra definir o tipo de gamificação que fecha bem com a sua empresa.

Avalie os pontos fracos

Depois de compreender o conceito de gamificação nas empresas e avaliar os resultados do setor de vendas do seu negócio nos últimos meses, você provavelmente vai enxergar os pontos fortes e fracos do processo.

É isso o que vai ajudar a moldar o jogo pra suprir exatamente aquilo que os clientes mais sentem falta e também otimizar as chances de as equipes de vendas fecharem mais negócios. Ora, se você aplica a técnica sem nenhum planejamento, não vai causar impactos significativos no público.

Entenda os seus objetivos com a gamificação empresarial

Ao criar estratégias de marketing, antes de mais nada, é importante definir os interesses por trás de cada uma delas. E quando o assunto é um jogo de gamificação, o processo é exatamente o mesmo.

Se uma empresa é nova no mercado e busca se tornar mais conhecida, o direcionamento de esforços terá uma finalidade. Mas se o objetivo é conquistar uma alta performance em vendas, o foco será outro totalmente diferente, certo?

No primeiro caso, a solução pode ser elaborar um app no qual os usuários cumpram determinadas missões pra conhecer a marca e, ao final, ganhem descontos ou vantagens dentro da empresa. Assim, as pessoas avançam na relação e desenham o tão esperado caminho até a decisão de compra.

Como você pode ver, não existe uma receita de bolo infalível pra todos os tipos de negócios. Cada empresa tem a sua própria realidade. E embora o conceito seja o mesmo, as formas de executar são bastante flexíveis.

Moral da história? Nem sempre o que está fazendo sucesso na concorrência serve pra você.

Teste o seu projeto

Antes de lançar qualquer produto ou serviço no mercado, seu projeto tem que passar por uma fase de testes. E na gamificação não é diferente — os jogos criados precisam cumprir um período de adaptação e testes pré-mercado.

Isso vai ajudar na identificação de falhas e garantir que a proposta leve satisfação aos clientes. Selecione um grupo de funcionários pra fazer os testes e só inicie a implantação do game após comprovar a experiência positiva.

Anote os itens que não podem faltar aqui:

  • jogabilidade
  • textos
  • regras
  • pontuação
  • formas de compartilhamento

Use os testes pra definir o modelo do jogo

Os levantamentos da fase de testes é que fazem os gestores terem uma visão ampla do melhor modelo e do percurso ideais pra aplicar a gamificação empresarial.

Nem precisamos dizer que as avaliações negativas também são importantes nessa ponderação, não é mesmo? Isso é indispensável pra que o projeto conquiste uma boa audiência.

Além disso, o seu modelo também pode ser incrementado com elementos como:

  • selos
  • títulos de privilégios aos jogadores
  • feedbacks de desempenho

Deixe a critatividade rolar. A única dica fixa é encontrar um modelo que traduza a identidade da empresa e do seu público-alvo.

Gamificação e relacionamento? Dupla vencedora

O segredo da gamificação como ferramenta pra relacionamentos mais duradouros é o olhar além do entretenimento. Lembra que, nos conceitos de marketing moderno, o produto ou a marca jamais deve ser priorizado em vez da experiência do cliente?

Pois bem, o caminho dos games tem como pilares a oferta de recompensas e prêmios tangíveis, o estímulo à competição e a coleta de feedbacks. São pontos que criam vínculo e incentivam os usuários as estabelecer uma conexão assídua com a marca.

Os benefícios de dar o play no seu negócio

Um dos pontos de destaque da gamificação é que ambas as partes da relação de consumo recebem vantagens com a estratégia — de um lado, temos a empresa, que consegue otimizar os seus resultados; do outro, os destinatários dos seus produtos e serviços, que curtem experiências únicas.

O segredo pra aproveitar todos os aspectos positivos ao implementar esse conceito é focar os usuários. É importante garantir que o seu projeto levará entretenimento, pois isso vai proporcionar uma conexão diferenciada.

Pra entender de verdade os principais benefícios da gamificação, vamos te contar mais sobre eles.

Facilita a coleta de dados

A técnica de mineração de dados como força motora pra insights valiosos e otimização do relacionamento da empresa com os clientes há algum tempo já deixou de ser novidade. E um belo exemplo disso são os games que funcionam dentro das plataformas das redes sociais.

Lembra do Candy Crush, do Farmville e de outros joguinhos que estão no Facebook ou aplicativo de celular? Pois bem, eles promovem a competição e interação com seus amigos, mas, ao mesmo tempo, também estão armazenando informações.

O mercado já entendeu que os conteúdos gamificados são eficazes e relativamente simples de fazer pra conhecer a fundo a audiência. Afinal, fornecem informações sobre os hábitos de consumo e os interesses dos jogadores, tudo sempre atualizado.

Mas atenção! Quando falamos em coleta de dados, é importante lembrar que esse tipo de atividade no seu negócio deve obedecer às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709), que passou a valer em agosto de 2020.

Aumenta o alcance da marca

Outra característica positiva no contexto da gamificação é o alcance que a estratégia gera, uma vez que ela oferece um grande potencial de compartilhamento.

Quem nunca enviou convite pedindo pra um amigo desbloquear uma fase ou ajudar a obter recompensas em um game?

Com base nesse raciocínio, os profissionais de marketing conseguem estimular o compartilhamento de suas campanhas nas redes sociais. O que significa que a marca terá visibilidade diante de um número cada vez maior de pessoas.

O mais interessante de tudo é que, no contexto atual, dificilmente os usuários compartilham uma campanha só porque ela é boa. Pra que sintam vontade de espalhá-la entre sua rede de contatos, encantamento e utilidade não podem faltar.

Note que a gamificação se parece com uma das formas de divulgação mais eficientes de todos os tempos: o “boca a boca”. Se você ver bem, a ideia é a mesma — alguém que curtir muito a experiência de um jogo, certamente vai se motivar pra contar tudo aos seus amigos e fazer boas recomendações.

Assim, a marca ganha o que chamamos de buzz (disseminação dos seus produtos ou serviços) usando mídia espontânea. É uma forma orgânica de ampliar o alcance com quase nada de esforço.

Segundo o Mindminers, a multinacional Deloitte trocou algumas ações tradicionais por gamificação e implementou cursos interativos online para os clientes. Desde então, a marca soma um aumento de 47% de tráfego no seu site.

Proporciona uma conversa multilateral

Uma das grandes características do mercado moderno é a participação dos formadores de opinião no processo de compra. Se antes as marcas tentavam atingir o maior número de pessoas indistintamente, hoje, elas falam pra um perfil cada vez mais segmentado e que leva muito em conta a experiência dos outros usuários.

Mas onde entra a gamificação nessa história?

A empresa pode usar as tecnologias disponíveis pra dar voz a esses indivíduos. Como? Desenvolvendo, por exemplo, jogos ou dinâmicas que estimulem a interação do público nas plataformas digitais. 

A ideia é utilizar as ferramentas que mais combinam com a sua rede de clientes e potenciais compradores e fazer com que eles se sintam verdadeiramente ouvidos.

A conversa multilateral pode render ótimos insights sobre qualquer etapa do processo de atuação da empresa, desde a captação até o pós-venda.

Fortalece a imagem da marca

A gamificação tem o poder de fixar a imagem da empresa na mente dos clientes e, com isso, atrair novo público e, de quebra, gerar fidelização.

Ao oferecer entretenimento e recompensa, tecnologia e interação, a marca consegue se destacar dos seus concorrentes e criar experiências memoráveis pra sua audiência.

E como no cenário atual a conquista do público-alvo é um grande desafio pra qualquer empresa, tão importante quanto gerar valor e se tornar uma referência dentro do seu segmento é construir um relacionamento duradouro.

O lazer oferecido pela gamificação faz com que as pessoas sintam empatia pela marca. Isso vai muito além de uma simples interação: mexe com o emocional e pode trazer popularidade para o negócio.

Parece tudo muito bom, mas e o perrengue, tá na conta?

Como tudo no mundo dos negócios, a gamificação também tem o seu lado negativo. Quem imagina que essa é a solução de todos os problemas de comunicação da empresa precisa conhecer os desafios que serão enfrentados nesse percurso.

Qualidade

A qualidade dos jogos é uma peça-chave pra gamificação gerar os resultados que a empresa quer. Se o produto possui gráficos fracos, contexto pouco interessante ou desatualizado e missões impossíveis de realizar, a audiência não ficará engajada e todo esforço resultará apenas na perda de tempo e de dinheiro.

Mas aí, qual é a sacada? Sem meio termo: go hard or go home! Ou você faz um trabalho de qualidade, alinhado ao que o seu público quer, ou de nada valerá seu esforço. Uma entrega ruim pode prejudicar a imagem da empresa, viu?

Lembrando que a usabilidade do seu game também é um elemento qualitativo. Isto é, seu design deve ser agradável não somente para os dispositivos móveis, mas também para os computadores. Quanto maior a inclusão, maiores as chances de sucesso.

Orçamento e recursos

Outro fator não muito positivo pra quem vai expandir o seu marketing com a gamificação é o custo. A metodologia requer habilidades bem específicas e um alto nível de qualidade, o que, via de regra, envolve bastante dinheiro.

Nessa situação, muitos gestores podem imaginar: “mas eu tenho um departamento de TI funcionando na minha empresa, eles podem muito bem resolver isso, certo?”

A resposta é: não necessariamente! Ter uma equipe própria não significa tempo ou experiência pra desenvolver esse tipo de projeto. A maioria dos empresários, inclusive, terceirizam a gamificação com um fornecedor que tem expertise no assunto.

Frequência

Ainda sobre desvantagens, a frequência é um tópico delicado e que exige a atenção dos gestores sob duas perspectivas: a dos clientes e a dos funcionários.

Basicamente, você não quer que os usuários deixem de ser assíduos no seu jogo nem que uma atividade no formato de gamificação distraia os colaboradores.

Por isso, quando utilizado dentro da própria empresa, isso deve ocupar um tempo limitado na rotina do seu time. Imagina uma pessoa abanddonando tarefas a qualquer hora do dia pra concluir uma fase de treinamento no aplicativo? Não dá!

Já sobre o ponto de vista dos consumidores, o raciocínio é outro — quanto mais tempo eles passam no jogo ou compartilham essa experiência, maiores são as chances de sucesso da estratégia.

O maior desafio é manter o seu game ou app sempre atualizado e atrativo para o público.

E a estratégia de marketing, como fica?

Bem, a gamificação é uma excelente técnica, mas não faz tudo sozinha, não! De modo geral, ela complementa as estratégias de marketing de uma empresa, ou seja, um conjunto de ações que vem somar forças com as demais ferramentas de comunicação escolhidas pela empresa.

Por mais contemporâneos e efetivos que sejam os games, eles apenas parte de um todo — não tem como sustentar a imagem e o diálogo de uma marca só com esse conceito. Até porque é possível que ele não se encaixe bem em alguns modelos de negócios.

Em outras palavras, a gamificação é uma “espécie do gênero marketing”. E como ela está alinhada com o perfil do consumidor moderno, bem como as próprias dinâmicas de mercado, tornou-se um diferencial pra quem procura se destacar.

A integração na prática 

O e-mail marketing é uma ótima alternativa pra informar sobre as regras do jogo e o acompanhamento de resultados. Isso tudo pra manter a transparência entre a empresa e os usuários.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, o conteúdo lúdico também é capaz de transmitir uma comunicação autêntica, que vai fortalecer laços. Dessa forma, você aprimora um tanto o processo de fidelização.

Seja qual for a sua escolha, saiba que o uso das técnicas de game tem grande potencial pra empresas estabelecerem um relacionamento de longo prazo com os públicos. 

Viu como uma gamificação bem desenvolvida é capaz de fortalecer a presença da sua empresa no mercado? A gente te mostrou que a conta fecha. Mas o fator que faz a diferença, é claro, é a atitude que você vai tomar.

Agora, continue aprendendo como a experiência do cliente está ligada à sua business performance. Assine nossa newsletter e receba as dicas certas, aquelas que vão te salvar dos erros em várias pontas da estratégia de negócios!

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